A small-scale way of living.

by @wiseagent · 2026-09-16

<center>*This publication was also writen in* **SPANISH** *and* **PORTUGUESE**.</center> <center>![small_scale_living.png](https://files.peakd.com/file/peakd-hive/wiseagent/23xehp9pRnskhtj4fYEm9rww89Wk1pzmvPTunFG3bZ8J51rFdeYgbhAC4fsS6tijAGkUb.png)</center> <center>[Property](https://www.property-forum.eu/news/brno-introduces-new-city-master-plan/19512)</center> <div class="text-justify"> Recently (after some time without seeing each other in person) I went to visit a couple of friends who, not long ago, bought their first - *and long-dreamed-of* - apartment. Despite it being a great achievement, especially for someone who lives in Brazil, I couldn't help but wonder how far the real estate market is going to go with these increasingly abusive pricing practices across the whole country. Of course I didn't express any negative thoughts to my friends, but... I'm sure they themselves are aware that they are being "discreetly" robbed (and from different sides). Something needs to change. Financing to make this dream come true has become increasingly accessible over the years. That is certainly a good thing. On the other hand, this benefit comes tied to increasingly astronomical interest rates, which really undermine any prospect of finding an apartment at a fair price under these purchasing conditions. Whether by the realtor, the developer and especially the bank... On so many different levels, all paths lead to an alarming type of indebtedness. In their case, the property is **30 square meters**. Considering the fact that they (still) don't have children, the place offers interesting mobility with the available space. However, it is possible to “feel” the tangible sensation of living inside what easily resembles a matchbox. According to what they themselves told me, the total cost of the property (if it is paid off under the financing agreement proposed by the companies involved) reaches almost three times what it is worth (if it had been paid for in cash). Literally, the convenience here was a functional robbery. The way they needed to adapt in order to fit inside that apartment makes me wonder how long companies working in this segment are really going to continue acting this way (at the very least unfairly, so to speak). The more I think about it, the more concerning the situation becomes. The square footage of these apartments is getting smaller and smaller, but with increasingly higher sale prices; and the worst part is knowing that the trend has already been sadly “normalized”. Having the opportunity to buy your own property and no longer be at the mercy of rent (which is also becoming increasingly exorbitant) is one of the biggest dreams of Brazilians, but at the same time that this has become a fairly democratic process (so to speak, especially due to subsidies provided by programs implemented by the federal government), it is necessary to understand the risks related to the cumulative interest that keeps “piling up” along the way until the “final” product is fully paid off. It is necessary to find ways to shorten the financing term so as not to suffer a greater loss. --- <center>**Una forma de vivir a pequeña escala.**</center> Recientemente (después de un tiempo sin vernos en persona) fui a visitar a una pareja de amigos que, hace poco tiempo, compró su primer - *y tan soñado* - apartamento. A pesar de haber sido un gran logro, especialmente para quienes viven en Brasil, no pude evitar preguntarme hasta dónde llegará el mercado inmobiliario con estas prácticas de precios cada vez más abusivos en todo el país. Por supuesto que no expresé ningún pensamiento negativo a mis amigos, pero... Estoy seguro de que ellos mismos son conscientes de que están siendo "discretamente" robados (y por diferentes lados). Algo tiene que cambiar. El financiamiento para hacer realidad este sueño se ha ido facilitando cada vez más a lo largo de los años. Esto es una gran verdad. Por otro lado, este beneficio viene acompañado de intereses cada vez más estratosféricos, que realmente socavan cualquier proyección de encontrar un apartamento con un valor justo dentro de estas condiciones de adquisición. Ya sea por la correcta, por la constructora y principalmente por el banco... En tantos niveles diferentes, todos los caminos conducen a un tipo de endeudamiento que es alarmante. En su caso, el inmueble tiene **30 metros cuadrados**. Considerando el hecho de que ellos (todavía) no tienen hijos, el lugar ofrece una movilidad con un espacio interesante. Sin embargo, es posible “sentir” la tangible sensación de estar viviendo dentro de lo que fácilmente se asemeja a una caja de fósforos. De acuerdo con lo que ellos mismos me contaron, el valor total del inmueble (en caso de que sea pagado dentro del financiamiento que fue propuesto de común acuerdo por las empresas involucradas) alcanza casi el triple de lo que vale (en caso de que hubiera sido pagado al contado). Literalmente, aquí la facilidad fue un asalto funcional. La manera en que tuvieron que adaptarse para caber dentro de aquel apartamento me hace pensar hasta cuándo las empresas que trabajan dentro de este segmento van a seguir actuando de esta manera (como mínimo desleal, por así decirlo). Cuanto más pienso en ello, más preocupante se vuelve el escenario. Los metros cuadrados de estos apartamentos son cada vez menores, pero con valores de venta cada vez mayores; y lo peor es saber que la tendencia ya ha sido tristemente "normalizada". Tener la oportunidad de comprar una vivienda propia y no seguir siendo rehén de los alquileres (que también son cada vez más abusivos) es uno de los mayores sueños de los brasileños, pero al mismo tiempo que esto se ha convertido en un acto bastante democrático (por así decirlo, principalmente debido a los subsidios promovidos por programas implementados por el gobierno federal), es necesario entender los riesgos relacionados con los intereses acumulativos que van “estallando” por el camino hasta la liquidación total del “producto” final. Es necesario buscar medios para reducir el plazo del financiamiento para no tener una pérdida mayor. --- <center>**Um modo de viver em pequena escala.**</center> Recentemente (após um tempo sem nos encontrarmos pessoalmente) eu fui visitar um casal de amigos que, há pouco tempo, comprou o primeiro - *e tão sonhado* - apartamento. Apesar de ter sido uma grande conquista, em especial para quem mora Brasil, eu não pude deixar de me questionar até onde o mercado imobiliário vai chegar com essas práticas de valores cada vez mais abusivos por todo o país. É claro que eu não expressei nenhum pensamento negativo aos meus amigos, mas... Eu tenho certeza de que eles mesmos têm noção de que estão sendo discretamente roubados (e por diferentes lados). Algo precisa mudar. O financiamento para realizar esse sonho tem sido cada vez mais facilitado ao longo dos anos. Isso é uma boa verdade. Por outro lado, esse benefício vem atrelado por juros cada vez mais estratosféricos, e que realmente minam qualquer projeção de encontrar um apartamento com um valor justo dentro dessas condições de aquisição. Seja pela correta, pela construtora e principalmente pelo banco... Em tantos níveis diferentes, todos os caminhos levam a um tipo endividamento que é alarmante. No caso deles, o imóvel tem **30 metros quadrados**. Considerando o fato de que eles (ainda) não tem filhos, o lugar traz uma mobilidade com espaço interessante. No entanto, é possível “sentir” a tangível sensação de estar vivendo dentro do que facilmente se assemelha à uma caixa de fósforos. De acordo com o que eles mesmos me falaram, o valor total do imóvel (caso ele seja pago dentro do financiamento que foi proposto em acordo pelas empresas envolvidas) atinge quase o triplo do que ele vale (caso ele tivesse sigo pago à vista). Literalmente, a facilidade aqui foi um assalto funcional. O modo como eles precisaram se adaptar para caber dentro daquele apartamento me faz pensar sobre até quando as empresas que trabalham dentro desse segmento vão mesmo continuar agindo dessa maneira (no mínimo desleal, por assim dizer). Quanto mais eu penso sobre isso, mais preocupante o cenário se torna. A metragem desses apartamentos estão cada vez menores, mas com valores de venda cada vez maiores; e o pior é saber que a tendência já foi tristemente “normalizada”. Ter a oportunidade de comprar o próprio imóvel e não ficar mais refém dos aluguéis (que também estão cada vez mais abusivos) é um dos maiores sonhos dos brasileiros, mas ao mesmo tempo em que isso tem se tornado um ato bastante democrático (por assim dizer, principalmente por subsídios promovidos por programadas implementados pelo governo federal), é preciso entender os riscos relacionados aos juros cumulativos que vão “estourando” pelo caminho até toda a quitação do “produto” final. É preciso buscar meios de diminuir o prazo do financiamento não ter um prejuízo maior. </div> <sub>Posted via [HiveSuite](https://hivesuite.app/@wiseagent/a-small-scale-way-of-living-ew4u0axe)</sub>

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